Mali: Centenas manifestam apoio à junta militar após onda de ataques armados


Centenas de apoiadores da junta militar do Mali reuniram-se neste sábado num estádio da capital, Bamako, para reafirmar apoio às autoridades de transição, num momento de forte tensão no país após recentes ataques coordenados de grupos armados.

A mobilização acontece semanas depois de uma ofensiva violenta que atingiu várias cidades malianas e resultou em dezenas de mortos, incluindo o ministro da Defesa, Sadio Camara.

Durante o ato, manifestantes exaltaram a resistência do país e prestaram homenagem ao militar. “A morte do General Sadio Camara nos comoveu profundamente e não nos deixou indiferentes”, afirmou o apoiador Oumar Neïté. “Queremos mostrar ao mundo inteiro que o General Sadio pode ter partido, mas existem centenas de Sadio Camaras aqui. O Mali não está morto e nunca estará”, acrescentou.

No dia 26 de abril, o Mali foi alvo de um dos maiores ataques coordenados contra as forças governamentais desde 2012. A ofensiva foi reivindicada pelo grupo jihadista Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin e pela Frente de Libertação de Azawad, que assumiram o controle temporário de cidades, vilas e postos militares.

Os ataques atingiram forças do exército malinês e do Afrika Korps, aliado da junta no combate à insurgência. O JNIM também anunciou um bloqueio à capital, instalando barricadas e restringindo o acesso à cidade.

O Mali é governado por militares desde o golpe de Estado de 2020. Desde então, a junta reforçou laços com a Rússia e rompeu gradualmente com antigos parceiros ocidentais, como a França, além de encerrar a presença da missão de paz da Organização das Nações Unidas no território.

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