Angola regista 274 casos de Mpox e uma morte, com Cabinda no centro do surto

 


Angola registou 184 novos casos de Mpox entre 6 de Julho e 16 de Agosto de 2026, elevando para 274 o número total de infecções confirmadas e para uma o número de mortes associadas à doença, segundo os dados mais recentes divulgados sobre a situação epidemiológica no continente africano.

O país surge actualmente entre os Estados africanos com maior número de novos casos no período analisado, sendo ultrapassado apenas por Madagáscar, que contabilizou 785 casos no mesmo intervalo.

A situação preocupa particularmente na província de Cabinda, que concentra a maioria das infecções confirmadas em Angola. Dos 274 casos acumulados, 193 foram registados naquela província, representando aproximadamente 70% do total nacional.

Desde 2024, casos da doença foram identificados em oito das 21 províncias do país, segundo os dados disponíveis.

A localização geográfica de Cabinda, que faz fronteira com a República Democrática do Congo e a República do Congo, constitui um factor relevante para a vigilância epidemiológica e para o controlo da circulação da doença na região.

Jovens adultos entre os mais afectados

Os dados indicam ainda uma incidência significativa entre jovens adultos. A faixa etária dos 20 aos 29 anos representa cerca de 53% dos casos confirmados, enquanto as mulheres e raparigas correspondem a aproximadamente 56% das infecções registadas.

As autoridades sanitárias têm reforçado as medidas de vigilância, incluindo a identificação de novos casos, acompanhamento de contactos, mobilização de equipas de resposta rápida e sensibilização das comunidades.

Também foram adoptadas medidas de vacinação dirigidas a contactos de casos confirmados e a profissionais de saúde em áreas consideradas de maior risco.

Angola entre os países africanos com maior número de casos

No período entre 6 de Julho e 16 de Agosto, Angola registou 184 casos, ficando atrás de Madagáscar e à frente de países como Quénia, República Democrática do Congo e Camarões.

A evolução dos números mantém as autoridades de saúde em alerta, sobretudo nas zonas com maior concentração de casos e nas regiões fronteiriças.

A Mpox é uma doença viral que pode provocar febre, lesões na pele, dores musculares e outros sintomas. A transmissão pode ocorrer através de contacto próximo com uma pessoa infectada ou com materiais contaminados.

As autoridades de saúde recomendam que pessoas com sintomas suspeitos procurem assistência médica e evitem contacto físico próximo com outras pessoas até receberem orientação dos profissionais de saúde.

Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS), dados epidemiológicos sobre Mpox, repercutidos por órgãos de comunicação social africanos.

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