O Botswana está de luto pela morte do ex-presidente Festus Mogae, que faleceu aos 86 anos. Reconhecido como um dos líderes mais influentes da história do país, Mogae liderou a nação da África Austral entre 1998 e 2008, período marcado por forte crescimento económico e por uma resposta histórica no combate ao HIV/SIDA, numa época em que o Botswana enfrentava uma das maiores taxas de infeção do mundo.
A morte foi confirmada nesta sexta-feira pela presidência do país. Em nota oficial, o atual chefe de Estado, Duma Boko, destacou o legado do antigo governante e decretou três dias de luto nacional, com as bandeiras hasteadas a meio mastro.
“Como nação, lamentamos a perda de um líder notável e servidor do povo, cujo compromisso com o Botswana permaneceu inabalável ao longo da sua vida”, afirmou Boko.
Economista formado na Grã-Bretanha, Mogae chegou ao poder em 1998 após a renúncia do então presidente Ketumile Masire, de quem era vice-presidente. Tornou-se o terceiro presidente da história do Botswana e consolidou-se como símbolo de estabilidade política e desenvolvimento económico.
Durante os seus dois mandatos, foi amplamente elogiado pela coragem ao enfrentar publicamente a epidemia do HIV/SIDA, implementando políticas de prevenção e tratamento que colocaram o país como referência continental no combate à doença.
Em 2008, recebeu o prestigiado Prêmio Ibrahim, pelo seu papel na manutenção da prosperidade e estabilidade nacional.
Após deixar a presidência, continuou ativo na diplomacia africana, liderando a Comissão Conjunta de Monitoramento e Avaliação, onde desempenhou papel crucial na supervisão do processo de paz no Sudão do Sul.
A morte de Festus Mogae representa o fim de uma era para o Botswana e deixa um legado de liderança ética, visão económica e compromisso com a saúde pública em África.

